Sábado, 1 de Dezembro de 2007

Restauração da Independencia

1º de Dezembro de 1640

O dia Primeiro de Dezembro de 1640 amanheceu claro e frio, ao modo do já famoso "Verão de São Martinho" que vem caracterizando o clima outonal do Vale do Tejo nos últimos tempos; eram cerca de dez horas da manhã - já as varinas apregoavam o seu peixe pelas ruas de Lisboa, o mesmo fazendo as vendedoras de frutas - "quem quer figos, quem quer almoçar..." (era um dos pregões) - e outros produtos da terra - e já os 40 fidalgos conspiradores tinha invadido o Paço, "silenciado" à punhalada o Secretário de Governo Miguel de Vasconcelos, e obrigado a Duquesa de Mantua, vice-raínha prima de Filipe IV a assinar ordem de rendição às tropas castelhanas aquarteladas no Castelo de São Jorge e nas fortalezas das margens do rio Tejo, quando os lisboetas tomaram conhecimento da revolta, à qual imediata e incondicionalmente aderiram. (Nem desconfiavam que pouco mais de três séculos depois, os descendentes dos castelhanos dominariam a economia portuguesa).

Quinze dias depois, dava-se a aclamação do Duque de Bragança D. João como D. João IV, já então pela quase totalidade da Nação Portuguesa, que foi sendo informada da revolução; entretanto, algumas centenas de estudantes portugueses da Universidade Castelhana de Salamanca regressaram a Portugal, e alistaram-se nas milicias que se criavam para a guerra da Restauração que se seguiu, o mesmo não fazendo muitos nobres portugueses que se se encontravam na corte filipina, que lá permaneceram. A partir desse momento, o lado bom e sadio da Nação Portuguesa - que era a esmagadora maioria - foi-se preparando para a luta, sendo-lhe pedidos muitos sacrifícios de que não reclamaram, pois tratava-se de manter a independência e a identidade, a cultura e a individualidade, a soberania e a liberdade, o Estado e a Dignidade. Hoje - lamentavelmente - portugueses são alguns dos presidentes de multinacionais que exploram, dominam, subjugam, colonizam e infernizam os portugueses, a exemplo dos nobres que ficaram na corte castelhana!.

Republica sim, Monarquia nunca mais... editou às 22:28
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1 comentário:
De Verdadeiro Português a 1 de Fevereiro de 2008 às 11:13
"sendo-lhe pedidos muitos sacrifícios de que não reclamaram, pois tratava-se de manter a independência e a identidade, a cultura e a individualidade, a soberania e a liberdade, o Estado e a Dignidade" VALORES QUE HOJE A MAIORIA DOS PORTUGUESES DECONHECEM.

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