Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2006

O inicio da Republica


Implantação da República Portuguesa
5 de outubro de 1910



5 de Outubro de 1910
 

     Na noite de 4 para 5 de Outubro de 1910 eclodiu em Lisboa um movimento revolucionário, que culminaria com a proclamação da República em Portugal. O rei D. Manuel 2º, que nessa noite oferecera um banquete em honra do Presidente da República do Brasil (Dr. Afonso Pena), no Palácio das Necessidades (hoje Ministério dos Negócios Estrangeiros). Foi aí que o monarca português foi surpreendido pelo inesperado acontecimento. Enquanto o ilustre visitante, assustado com o tiroteio, corria a refugiar-se no seu navio São Paulo, o rei permaneceu no palácio, procurando entrar em contacto com o seu Governo. Foi então que soube que diversos regimentos, entre eles o de Artilharia 1, tinham aderido já ao movimento. No Regimento de Infantaria 16, havia também alguns aderentes que, abrindo as portas aos civis e matando o coronel Pedro Celestino da Costa e o capitão Barros, acabaram por sair para a rua, dando vivas à república, e dirigindo-se a Artilharia 1, onde o povo também entrara. Este regimento fora o centro da revolução, que se estendia agora ao Bairro de Alcântara. Um grupo de civis, dirigiu-se para o Quartel da Marinha, quase em frente do Palácio das Necessidades, onde os marinheiros aguardavam os civis, tendo o comandante do corpo de marinheiros sido ferido, ao tentar baldadamente evitar a rebelião. Entretanto, os membros da comissão revolucionária estavam reunidos em casa de Inocêncio Camacho. A revolução estalava por todos os lados, tanto nos regimentos como na rua. Muitos civis armados batiam-se corajosamente. Do lado do Governo, tudo era indecisões, não tomando medidas concretas. Apenas o capitão Paiva Couceiro, com os seus soldados, aparecia a dar combate aos revoltosos. O tiroteio continuava, cada vez mais vivo. O Governo, desorientado, pediu pelo telefone a D. Manuel 2º que retirasse para Mafra, onde se lhe juntou, no dia seguinte, a rainha-mãe, D. Amélia de Orleans e Bragança, que estava no Palácio da Pena, em Sintra. Às duas horas da tarde, chegou a Mafra a notícia da proclamação da República em Lisboa e a constituição do governo provisório, presidido pelo Dr. Teófilo Braga. A revolução republicana triunfara. A Família Real dirigiu-se para a Ericeira e embarcou para Gibraltar onde um barco de guerra inglês os transportou até ao exílio, em Inglaterra.
     A revolução correu todo o País e, dentro em pouco, sem grandes resistências, a República era proclamada em todas as capitais de distrito.

      Tudo começou em precipitou-se no reinado de D. Carlos.

     No sistema governativo que o liberalismo havia implantado em Portugal, o "rei reinava as não governava". O poder legislativo, representado pelo Parlamento, dominava o poder executivo e reduziu a rei a simples chefe da Nação, mas chefe sem iniciativa alguma. O seu papel limitava-se a chamar os ministros ao poder, de harmonia com as indicações parlamentares. As lutas partidárias haviam, porém, comprometido o regime e lançado sobre ele o descrédito, visto que os partidos, envolvidos em contendas, curavam mais dos seus interesses do que dos interesses de Portugal e não tomavam as medidas que o país exigia. O rei D. Carlos, que via com desgosto esta situação, resolveu intervir e entrar no caminho das reformas que lhe pareciam urgentes. Para isso fechou o Parlamento e chamou ao poder João Franco, que se solidarizou com ele e iniciou a luta contra as instituições parlamentares. Os primeiros decretos ditatoriais, apesar da sua importância, provocaram ataques violentos contra o Governo. Os partidos, afastados do poder, iniciaram uma verdadeira luta contra a ditadura franquista, enquanto os republicanos, favorecidos pela situação, aproveitavam o momento para conquistar novos adeptos entre os descontentes.
     Os ódios avolumaram-se e levaram a uma conjura revolucionária em 28 de Janeiro de 1908. Esta conjura foi descoberta pela polícia, que prendeu numerosos republicanos de vulto. O desespero dos vencidos extravasou e arrastou-os a uma acção hedionda. No dia 1º de Fevereiro desse ano, quando a Família Real desembarcava no Terreiro do Paço (Lisboa), vinda de Vila Viçosa (Alentejo), o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro, D. Luís Filipe, foram abatidos por u grupo de criminosos, que ainda feriram também o infante D. Manuel (mais tarde rei). Este crime monstruosos interrompeu bruscamente o reinado de D. Carlos 1º, tão glorioso nos fastos nacionais.

     Subiu então ao trono o infante D. Manuel, na altura apenas com 19 anos e que nunca sonhara vir a ser rei. Sem experiência política, aceitou a solução que lhe foi imposta, demitiu João Franco e organizou um ministério de concentração, com homens pertencentes a todos os partidos. Os ministros, porém, não deram importância às eleições que se realizaram. O resultado foi dividirem-se as opiniões, com o que ganharam apenas os republicanos, que enviaram ao Parlamento numerosos deputados. Renovaram-se as lutas partidárias e voltou-se à situação anterior. A administração do país tornou-se cada vez mais precária, a anarquia mais intensa, a desorganização mais clara e deplorável. D. Manuel 2º procurou baldadamente deter a derrocada que ameaçava a Monarquia. E como o problema social se agravara, tentou melhorar a situação dos operários, pensou na criação de uma Repartição do Trabalho, chamou a Portugal o sociólogo Leão Poindard para estudar a vida do país e propor as medidas a adoptar. Estas iniciativas e outras a que se consagrou não acalmaram os espíritos nem diminuíram o mau-estar da sociedade portuguesa. Os republicanos intensificaram a propaganda, multiplicaram as sociedades secretas, conquistaram adeptos nos meios militares e civis, compraram armamento e prepararam-se para a revolução.
     No dia 5 de Novembro de 1910 foi implantada a República Portuguesa

Trabalho de pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal http://carlosleiteribeiro.portalcen.org  
 

 

Republica sim, Monarquia nunca mais... editou às 19:46
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7 comentários:
De Anónimo a 26 de Janeiro de 2006 às 18:39
REPÚBLICA!
Parabéns por outro blogue que eu esperava!

Cá ainda esperamos pela TERCEIRA REPÚBLICA ESPANHOLA.Ibérico
(http://www.agal-gz.org/blogues/index.php?blog=14)
(mailto:manuelsanchezf2005@yahoo.es)
De anónimo a 27 de Novembro de 2006 às 17:43
mas quem raio é q se lembrou d por esta música horrivel no site? até é um insulto à naçao... p nao falar q é cantada por um brasileiro... haja falta d bom senso...
De editou a 29 de Novembro de 2006 às 17:11
Horrivel não é a musica, mas sua covardia de se manter atrás de um anonimato...
Certamente é um monarquista, raça em vias de extinção, mas que não tem coragem de enfrentar um blog declaradamente Repúblicano e prefere criticar uma musica bastante nacionalista cantada por um português que vive no Brasil desde seus nove anos de idade, mas não é menos português que qualquer outro que vive em Portugal, e tem defendido a imagem do nosso país mais do que muitos que cá vivem.
De Catherina Sanders a 28 de Junho de 2008 às 16:58
Um bom texto Sr. Ribeiro.
Em breves linhas, tenta-se dizer tudo o que é importante e se consegue dizer.
Parabéns

Catherina Sanders
De Anónimo a 19 de Novembro de 2008 às 22:10
Obrigado meu trabalho de história está feito!! :D
De joaquim medeiros a 14 de Abril de 2009 às 14:36
gostei dos textos mais agora as pessoas ai de cima dos comentarios ficar reclamando da musica é uma falta de respeito por que tenhu certeza que vcs num entraram nesse site para ouvir uma muysica e sim saber meçhor do que se quis tratar esse texto agora nao vem ao caso a musica e sim o texto q nos explica melhor a historia me descupe se nao gostaram do meu comentario apenas gosto de esclarecer o que penso tah obrigado .....
De editou a 26 de Abril de 2009 às 12:46
Obrigado amigo Joaquim, quanto á musica quem quizer pode desligá-la no botão.
VOLTA SEMPRE ;)

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